Gestão Religiosa
  HOME   CURSOS   NOTA ONLINE   WEBMAIL   FALE CONOSCO
Vestibular 2012
Apresentação
Conheça melhor a Dehoniana
Secretaria
Organização Funcional
Guia Acadêmico 2012
Normas Gerais
Catálogo de Cursos
Convalidação da Teologia
Corpo Docente
Instituto Teológico SCJ
Dioceses/Comunidades
Calendário Escolar/Horários
Celde
Neri
Revista TQ
Nota Online
Escola de Formadores / OSIB
Fale Conosco



GESTÃO RELIGIOSA

JUSTIÇA E BEM COMUM


Oriente-se por uma gestão baseada nos princípios da Doutrina Social da Igreja



POR ROSANA MANZINI

A Carta Encíclica “Caritas in veritate” é um princípio à volta do qual gira a doutrina social da Igreja, princípio que ganha forma operativa em critérios orientadores da ação moral. Destes, desejo lembrar dois em particular, requeridos especialmente pelo compromisso em prol do desenvolvimento em uma sociedade em vias de globalização: a justiça e o bem comum.

A temática optada acima, da encíclica Caritas in Veritate, documento publicado da Doutrina Social da Igreja (DSI) do Papa Bento XVI, onde ele afirma que: “A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e, sobretudo, com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira”.  

Somente com esse amor, sempre iluminado pela Fé e pela Razão será possível, não só alcançarmos um desenvolvimento na medida da pessoa e do Reino, mas também ser o marco norteador dos vínculos que se estabelecem nas mais diversas relações: pessoais, comerciais, políticas, etc. É nessa compreensão profunda que poderemos realizar não somente a construção de um tipo de desenvolvimento, mas organismos com gestões fundamentadas em valores humanizantes.


DIMENSÕES ESTRATÉGICAS DA DOUTRINA SOCIAL NA GESTÃO RELIGIOSA

O desafio que Bento XVI nos lança tem sua fonte e fundamentação ao longo de toda a construção da DSI. Por meio dessa doutrina, tão desconhecida dos católicos, que poderemos fazer resplandecer a verdade desse amor de Deus para cada pessoa e para todas as pessoas expressas nas diversas formas de organização. A DSI é um desenvolvimento orgânico da verdade do Evangelho, sobre a dignidade da pessoa humana e de suas dimensões sociais oferecendo princípios de reflexão e orientações para sua ação.

Compreendida de forma real, a DSI também deve ter um papel importante na orientação das diversas formas de Gestão Religiosa. É muito comum ouvirmos críticas às outras formas de administração, principalmente àquelas que se referem à gestão do Estado. As críticas se tornam ainda mais contundentes quando se referem à questão ética; à dimensão das relações pessoais; ao eixo norteador de toda a gestão e aos valores que norteiam o empreendimento ou a empresa.

Dentro do sistema que hoje rege essas relações, nos deparamos com uma negação muitas vezes sutil dos valores cristãos. Observa-se uma busca de viver o catolicismo ‘à sua maneira’.  Entra também nessa mesma lógica a gestão dos empreendimentos e das obras de origem religiosa, ou mesmo comandadas por organismos religiosos. Muitos a fazem à sua maneira, sem serem norteados pela profunda exigência ética que brota do Texto Sagrado e que foi sendo decodificado pela Igreja ao longo de dois milênios. Como ser empreendimento ‘competitivo obedecendo aos critérios evangélicos; como ser empresa dentro desse sistema sendo coerente com a moral da vida cristã? A Teologia nos ensina que “os fins não justificam os meios”, portanto não podemos fechar os olhos para a origem do dinheiro e do como obter do sistema financeiro retorno sobre nossos investimentos para oferecer dividendos, juros e ganhos.

Para tanto, novamente Bento XVI mostra como a DSI deve ser a norteadora de toda a Gestão Religiosa: “A doutrina social da Igreja, que tem uma importante dimensão interdisciplinar, pode desempenhar, nesta perspectiva, uma função de extraordinária eficácia. Ela permite à fé, à teologia, à metafísica e às ciências encontrarem o próprio lugar no âmbito de uma colaboração ao serviço do homem; é, sobretudo aqui, que a DSI atua em sua dimensão sapiencial. Paulo VI compreendia de modo muito claro que, entre as causas do subdesenvolvimento, conta-se uma carência de sabedoria, de reflexão, de pensamento capaz de realizar uma síntese orientadora, que requer “uma visão clara de todos os aspectos econômicos, sociais, culturais e espirituais”.

O desafio consiste em, a partir das orientações que a igreja nos oferece, construir relações  gestoras que sejam embasadas na “…convicção segundo a qual a gestão da empresa não pode levar em conta unicamente o interesse de seus proprietários, mas também o de todos os outros sujeitos que contribuem para a vida da empresa: trabalhadores, clientes, provedores, a comunidade”. Isto significa que “é preciso dar forma e organização àquelas iniciativas econômicas que, embora sem negar o lucro, pretendam ir mais além da lógica da troca de equivalentes e do lucro como fim em si mesmo”.


FATORES QUE AJUDAM NA GESTÃO

A DSI em todo o seu percurso documental ressalta “a centralidade do homem dentro da sociedade”, enquanto “ser social”, constituindo-se no “primeiro caminho que a Igreja deve percorrer na realização de sua missão”, e nenhum empreendimento católico poderá dispensar essa centralidade.

Quando mergulhamos nos documentos e pronunciamentos do magistério pontifício, constatamos que estes nos ajudam e orientam em como manteremos essa centralidade, apesar de todas as forças contrárias que querem tirar da pessoa o seu verdadeiro lugar dentro da constituição social.

Provavelmente, se houvesse um verdadeiro conhecimento da DSI pelos gestores católicos, teríamos uma melhor indicação dos caminhos a serem seguidos e percorridos e ainda mais, veríamos o grande desafio de ‘estar no mundo sem sermos do mundo’.


Rosana Manzini

Vice-Diretora Acadêmica da Faculdade Dehoniana. Bacharel em Teologia pela Faculdade Dehoniana - Taubaté/SP (2011). Licenciada em Filosofia pela Universidade Sagrado Coração - Bauru/SP (1999). Mestre em Teologia Moral (Mestrado canônico) pela Pontificia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (1997). Mestre em Teologia Prática pela PUC-SP (2009). Professora da PUC-SP. Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Teologia Moral. Diretora do Centro de Estudos León Dehon (CELDE).

E-mail: rosana.manzini@gmail.com



Este artigo faz parte da Edição Nº 34 (Ano 6 - Janeiro/Fevereiro) da Revista Paróquias e Casas Religiosas. Acesse para maiores detalhes: www.revistaparoquias.com.br


-
Curso Gestão Religiosa
-
Vídeo mostra sobre a evolução das Redes Sociais
-
A Direção e os professores da Faculdade Dehoniana foram aplaudidos em sessão da Câmara Municipal de Taubaté
-
Professora da Faculdade Dehoniana participa de programa na TV Aparecida
 
 
Faculdade Dehoniana - (12) 3625-8080 - Todos os Direitos Reservados
Powered by Interativa - www.grupointerativa.com.br - Tel.:(12) 3633.8202